Acessar o site em Inglês Acessar o site em Português
  • ANPO

  • TV ANPO

  • CTR/ANPO
  • IG DO GRANITO
  • BIBLIOTECA

  • EMPRESAS


Inflação e juros altos dificultam investimentos

Publicado em 11/08/2011

A pressão inflacionária e a perspectiva de manutenção da política de juros altos pelo Banco Central (BC) indicam um cenário futuro arriscado para quem está disposto a investir: o empresário que deseja captar recursos em instituições financeiras terá de exigir mais na negociação de prazos e taxas.
 
O setor de rochas, tomador de empréstimos em potencial, deve ficar atento ao novo ambiente dos financiamentos. A partir do fim do ano, como estimam alguns economistas, bancos e credores poderão reduzir o número de parcelas, e o juro acompanhará, de forma mais gradual, a trajetória ascendente da Selic.
 
Já instituições como o Banco de Desenvolvimento Econômico do Espírito Santo (Bandes), que recebe repasses do BNDES, tendem, neste primeiro momento, a amortecer os efeitos da política de juros altos.
 
“A curto e médio prazo, não haverá mudanças nas operações do Bandes, pois a Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP), que direciona nossos contratos, reage de forma bem defasada”, avalia o diretor de Operações do Bandes, José Antônio Bof Buffon.
 
Dessa forma, por enquanto, os empresários ainda navegam em águas calmas com juros prefixados e de longo prazo, em taxas futuras pactuadas e tabeladas hoje.
 
Com esses contratos, é possível saber quanto será pago amanhã diante das incertezas de um cenário de alta do juro básico.
 
“Essa é a hora de fazer empréstimos e é o pior momento para utilizar recursos próprios”, recomenda o diretor do Bandes.

“As empresas têm que ter cuidado na hora de tomar suas decisões de investimento. Agora, com o juro ainda baixo, é hora de buscar crédito”, diz Buffon.

Ele explica que a empresa que preferir utilizar capital próprio hoje poderá ter de recorrer a linhas de capital de giro amanhã, com taxas provavelmente mais altas.

Alternativas

Para não sofrer muito a alta dos juros, o economista e professor da Fucape Bruno Funchal aconselha os empresários do setor de rochas a utilizar a saúde financeira da companhia como "currículo" para se obter um empréstimo no banco.

“É preciso negociar as taxas com o gerente e mostrar por que seria bom o banco ter a sua empresa como cliente”, disse Funchal.

Outra forma de baratear o crédito, afirma o economista, é oferecer um bem ou ativo da companhia como garantia na hora da tomada do empréstimo. “Isso dá mais credibilidade ao pedido”, aponta.

Entenda o atual cenário

Como a inflação e o juro em alta afetam indiretamente o crédito?

O governo pode controlar a inflação por meio de uma política de metas que inclui o aumento da taxa de juro básico. Para saber como funciona o processo, entenda como é feito o controle de preços.

Quando surgiu a política de metas: em 1989, Chile e Nova Zelândia foram os primeiros países a adotar o sistema. Em 1992, o Reino Unido aderiu a essa política que, então, se popularizou no mundo.

Como funciona o sistema

Expectativa de inflação: ao anunciar a meta de inflação que irá perseguir, o objetivo do BC é coordenar as expectativas de bancos, indústrias e consumidores para o comportamento dos preços.

Margem de manobra: as metas costumam ter bandas, ou uma margem de tolerância para acomodar pressões de oferta que não podem ser controladas pelo BC.

Juros: o principal instrumento para que o BC consiga cumprir a meta de inflação é a taxa de juros. Aumentando o juro, o governo encarece o crédito e inibe o consumo e, conseqüentemente, a produção industrial.

Como os países controlavam a inflação antes do sistema de metas: até a década de 90, muitos países adotavam regimes de câmbio fixo ou semifixo. Esse era o principal instrumento para controlar a inflação. Mas, com a globalização financeira, as taxas de câmbio passaram a ser livres em muitos países.

Fonte: Banco do Brasil (www.bb.com.br), Fucape (www.fucape.br) e Bandes (www.bandes.com.br)

O que está pressionando a inflação mundial

A alta das commodities

Média de preço do petróleo:

1990 US$ 22,9

1995 US$ 17,20

2005 US$ 53,35

2006 US$ 64,27

2007 US$ 71,13

Alta em relação a 1990: 209%

Média de preço dos alimentos – índice de commodities do Fundo Monetário Internacional (FMI) que inclui alimentos e bebidas:

1990 102,01

1995 106,75

2005 100

2006 110,29

2007 126,92

Alta em relação a 1990: 24%

Média de preço dos metais – índice de commodities do FMI que inclui oito diferentes metais, como cobre alumínio e ferro

1990 74,2

1995 76

2005 100

2006 156,2

2007 183,31
Alta em relação a 1990: 147% 
Inflação e juros altos dificultam investimentos

Compartilhe:

 

 

Visitas: 306



Entre em contato

Site seguro

https://www.anpo.com.br/ https://www.anpo.com.br/