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ENTIDADES REALIZAM REUNIÃO TÉCNICA DE TRABALHO PARA IMPLANTAÇÃO DA INDICAÇÃO GEOGRÁFICA DO GRANITO DO NOROESTE DO ESPÍRITO SANTO

Publicado em 15/06/2018


Foi realizado nesta sexta-feira 08 de junho, mais uma oficina de trabalho, para a construção do diagnóstico e avaliação do potencial de Indicação Geográfica (IG) do Granito do Norte do Espírito Santo, promovida pelo Instituto Inovates, com a participação de representantes como ANPO (Associação Noroeste de Produtores de Pedras Ornamentais -ES), associação responsável pela coordenação do projeto, SEBRAE/ES (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), IFES-Campus Barra de São Francisco,

 

A reunião técnica de trabalho do comitê gestor foi realizada durante a feira Vitoria Stones Fair, no Pavilhão de Carapina na Serra-ES. Onde alguns importantes temas para a construção da IG do Granito foram debatidos, como gestão e adequação da entidade coordenadora ANPO, delimitação da área Geográfica, construção do regulamento de uso, elaboração do dossiê histórico e cultural da IG e criação do selo distintivo da IG do Granito.

 

Destacamos a participação desta reunião técnica o presidente da ANPO e presidente do conselho Administrativo da Abirochas Domingos Savio Otaviane, Diretor Executivo da ANPO Mario Imbroisi, Instituto Inovates Anselmo Buzzi, Diretor do IFES-Campus Barra de São Francisco , Prof. Dr. José Alexandre de Souza Gadiol, representando Sebrae a consultora Ana Paula, Diretor de comunicação da ANPO Ricardo Madureira, secretaria Administrativa da ANPO katiene luz

 

O Espírito Santo é o principal produtor e o maior processador e exportador de rochas ornamentais do Brasil. Em sua região noroeste são encontrados materiais não encontrados em nenhum outro lugar do mundo, Na região Noroeste estão concentradas as maiores jazidas de granitos da América latina, ao todo são 21 municípios produtores, quem respondem por praticamente metade da produção e exportações do País.

As indicações geográficas são conhecidas há muito tempo em países com grande tradição na produção de vinhos e produtos alimentícios, como França, Portugal e Itália.

No Brasil, o termo indicações geográficas foi introduzido por ocasião da promulgação da Lei da Propriedade Industrial 9.279 de 14 de maio de 1996 – LPI/96.

A LPI/96 considera indicação geográfica a indicação de procedência e a denominação de origem, dando ao INPI a competência para estabelecer as condições de registro das indicações geográficas no Brasil.

 

A indicação de procedência refere-se ao nome do local que se tornou conhecido por produzir, extrair ou fabricar determinado produto ou prestar determinado serviço.

A denominação de origem refere-se ao nome do local, que passou a designar produtos ou serviços, cujas qualidades ou características podem ser atribuídas a sua origem geográfica.

Para evitar a utilização indevida de uma indicação geográfica para determinado produto ou serviço, o registro no INPI surge como fator decisivo para garantir a proteção do nome geográfico e desta forma obter uma diferenciação do produto ou serviço no mercado.

Isso porque o registro de IG permite delimitar a área geográfica, restringindo o uso da IG aos produtores e prestadores de serviços da região (em geral, organizados em entidades representativas) e onde, mantendo os padrões locais, impede que outras pessoas utilizem o nome da região em produtos ou serviços indevidamente. A legislação atual não prevê prazo de validade para o registro da IG. Com isso, o interesse por esse sinal distintivo é cada vez maior.

 

ENTIDADES REALIZAM REUNIÃO TÉCNICA DE TRABALHO PARA IMPLANTAÇÃO DA INDICAÇÃO GEOGRÁFICA DO GRANITO DO NOROESTE DO ESPÍRITO SANTO

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Fonte: ENTIDADES REALIZAM REUNIÃO TÉCNICA DE TRABALHO PARA IMPLANTAÇÃO DA INDICAÇÃO GEOGRÁFICA DO GRANITO DO NOROESTE DO ESPÍRITO SANTO

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