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ANPO PARTICIPA DO PROJETO ABNTROCHAS

Publicado em 09/06/2015


Em 2012, o projeto ABNTROCHAS (ABNT/ INMETRO/ IRD/CETEM), produziu um diagnóstico sobre o setor de apoio e avaliação da conformidade das rochas ornamentais e de revestimento no Brasil. Em decorrência deste trabalho a ANPO foi convidada a fazer parte da comissão de estudos especiais- CEE-187, no âmbito da ABNT.

O comitê participou no dia 22 de Março de 2015 na sede da ABNT localizada no Rio de Janeiro, com o principal objetivo de equiparar as normas técnicas brasileiras do setor de rochas às normas européias e americanas, com a elaboração de um novo manual de normas técnicas para aplicação das pedras brasileiras.

A comissão de estudos especiais reúne-se bimestralmente e tem participação dos principais técnicos especializados, vinculados as universidades, centros de pesquisas, laboratórios e dos representantes dos produtores (ABIROCHAS e ANPO), onde além do coordenador do projeto  ABNTROCHAS e presidente do SIMAGRAN – CE Dr. Carlos Rubens Araujo Alencar participam também outras instituições tais como: IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas, UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais, URFJ- Universidade Federal do Rio de Janeiro, etc.

        “A normalização é a atividade que estabelece prescrições comuns, que possibilitam aferir a qualidade dos produtos e serviços, contribuindo para melhorar a qualidade de vida, à saúde, à segurança e à preservação do meio ambiente, favorecendo ainda ao crescente intercâmbio e as relações comerciais, estamos tendo a oportunidade de analisar a revisão das normas disponíveis, sobretudo construir o ordenamento necessário para otimizar as necessidades do setor das rochas ornamentais”. Disse o coordenador do projeto  ABNTROCHAS Dr. Carlos Rubens Araujo Alencar.

A ANPO representa o setor produtivo ( extração e industria de beneficiamento de rochas), através de seu diretor executivo Sr. Mario Imbroisi que tem debatido muito as questões que envolvem contratos e comercializações com fornecedores de rochas, e que se preocupa com as responsabilidades gerais em função desses materiais especificados de forma equivocada, a exemplo o arquiteto pode específica um determinado material com características visuais e de coloração modernas, mas antes é preciso solicitar ao fornecedor os ensaios necessários quanto a aplicabilidade dos mesmos.

 

     1.  Conceitos e Objetivos da Normalização

             A ABNT(2014), enfatiza entre os principais objetivos da normalização os  seguintes aspectos:

·         Comunicação: Aperfeiçoar os mecanismos de informação entre o fabricante e o cliente, aumentando a confiabilidade nas relações comerciais.

·         Economia: Com a simplificação dos processos é possível reduzir a crescente variedade de produtos.

·         Eliminação de Barreiras Técnicas e Comerciais: A compatibilização de normas e especificações sobre produtos e serviços em diferentes países, permite a melhoria dos fluxos de comércio.

·         Proteção do Consumidor: Estabelecer os critérios que permita aos usuários terem a segurança no tocante a qualidade dos produtos.

·         Segurança: Assegurar a confiabilidade dos produtos e serviços, como fator de proteção a saúde e a vida humana.

 

 

2.  Princípios da Normalização

         As normas técnicas são elaboradas seguindo alguns atributos básicos consagrados em todos os fóruns de normalização, que salientam a necessidade destas terem o reconhecimento da sociedade.

         Entre os principais princípios são distinguidos:

         Voluntariedade- A participação é sempre voluntária e extensiva ao seu uso que não é obrigatório, mas que deve ser entendida como uma necessidade de buscar um grau ótimo de vantagens para a sua aplicação, com grandes reflexos na produtividade e na comercialização.

         Representatividade-No processo de construção das normas é necessário que os principais interessados estejam envolvidos, no caso os produtores, consumidores e os neutros( correspondem aos peritos individuais, institutos e centros tecnológicos, órgãos de governo, universidades etc). De tal maneira que ela reflita o estágio atual de desenvolvimento tecnológico daquele produto ou serviço.

Paridade-As comissões e comitês técnicos responsáveis pela elaboração de normas, devem sempre buscar o equilíbrio no número de participantes dos diferentes grupos(produtores, consumidores e neutros) para que não ocorra imposição de conceitos.

 

 Simplificação- O processo de normalização deve ter critérios e mecanismos que estimulem a participação de todos os membros da comissão de estudo, e quepossibilite agilidade e coerência nos procedimentos de elaboração e revisão das normas.

 

         Transparência- Um aspecto fundamental é que todos os membros que participam do processo de elaboração das normas estejam sendo permanentemente atualizados das discussões que estão sendo realizadas.

          Consenso-O resultado do processo de elaboração de normas e que compreende as etapas de análise, apreciação e aprovação por parte da sociedade, deve buscar ao máximo, a obtenção de um consenso, o que não caracteriza unanimidade, mas que expresse a evolução que reflita as necessidades naquele dado momento.

 

3. Benefícios da Normalização

A constante evolução dos mercados e dos processos tecnológicos, associados a grande velocidade da informação no mundo globalizado, contribuem para níveis de exigências cada vez maiores e gerando um acirramento da competição entre as empresas.

        Neste paradigma, a normalização é utilizada cada vez mais, como um meio para se alcançar ganhos de produtividade, reduzindo custo, melhorando sua qualidade e aumentado a competitividade dos produtos e serviços.

          Conforme referência constante do site da ABNT(2014) pode-se relacionar alguns dos principais benefícios da normalização da seguinte maneira.

          • Qualitativos (são de difícil mensuração):

·         A gestão adequada dos processos produtivos e da mão-de-obra;

·         A sistematização da produção;

·         A simplificação dos processos facilita o treinamento e melhoria da mão de obra, gerando ganhos de produtividade.

·         Melhoria da qualidade;

·         A capacidade de rastrear o conhecimento adquirido;

·         Estabelecer procedimentos para cálculos e projetos;

            • Quantitativos (são mensuráveis):

·         Redução dos custos de matérias prima;

·         Uniformizar equipamentos e componentes, resultando em ganhos de manutenção;

·         Equaliza a variedade de produtos;

·         Economia de matérias-primas e dos tempos de produção.

·         Ganhos de produtividade;

           A normalização permite uma linguagem única entre o produtor e o consumidor, sendo portanto, um excelente maneira de organização do mercado, pois aumenta a transparência e conseqüentemente reduz os entraves na comercialização.

 

 4. Vantagens da Normalização

 

As principais razões para a utilização de normas em seus negócios, estão consubstanciadas em alguns aspectos, entre os quais são universalmente destacados:

 

 Qualificação de produtos ou serviços

              As normas contribuem para agregar qualidade e potencializa as vendas e o aumento da satisfação dos clientes. Os consumidores normalmente evitam adquirir produtos ou serviços de qualidade questionável.

Atração de clientes

              As empresas que adotam normas, transmitem confiabilidade aos seus consumidores sobre a qualidade dos serviços e produtos ofertados.

      Aumento de competitividade

            A utilização de normas gera ganhos de produtividade e o conseqüente aumento das margens de competitividade.

            Confiabilidade do negócio

A percepção dos consumidores de que o fornecedor, adota procedimentos de conformidade com determinadas normas nos seus produtos e serviços, agrega confiança ao negócio, gerando ganhos importantes na relação comercial.

Otimizar a escolha

            O atendimento a requisitos de normas, assegura que o produto ou serviço, apresentará a qualidade e o desempenho desejado, diminuindo a possibilidade de erros.

Redução de custos

            A padronização de serviços e produtos simplifica o processo produtivo, facilitando a gestão da produção, favorecendo o aumento das operações, e agregando maior rentabilidade ao negócio.

Compatibilidade

            Com a aplicação de normas e a adequação aos regulamentos, fica assegurado a conformidade dos seus produtos ou serviços, permitindotransitar livremente em qualquer  mercado.

Atender a regulamentos técnicos

Os regulamentos são adotados por autoridades, e tem como tendência, que seja restrita aos requisitos associadas ao desempenho do produto, adotando como referência as normas técnicas, sobretudo internacionais. A adoção de normas confere ao fornecedor, segurança no tocante as suas responsabilidades civis.

           Aumentar as exportações

             A utilização de normas de produto e gestão, aumenta a confiabilidade na qualidade do objeto e gera a confiança necessária para a abertura de novos mercados.

            Facilitar a estratégia de “marketing”

            A adoção de normas como parte da estratégia de “marketing” e desenvolvimento comercial, aumenta suas chances de êxito, pois ajuda a criar valor e satisfação no cliente. As ações de “marketing” em mercados que utilizam normas reconhecidas possuem melhores condições para determinar que produtos ou serviços poderão interessar aos consumidores, assim como amaneira que será utilizada nas vendas, comunicações e no desenvolvimento do negócio.

5.    O ESTADO DA ARTE

            No Brasil estão em vigor as seguintes normas referentes ao setor das rochas ornamentais.

Tabela- 1

                           Normas brasileiras para rochas ornamentais

NBR 15012

Rochas para revestimento de edificações: terminologia

NBR 15844

Rochas para revestimento - Requisitos para granitos

NBR 15845

Rochas para revestimento - Métodos de ensaio

 

Anexo A: Análise petrográfica

Anexo B: Determinação da densidade aparente, da porosidade aparente e da absorção de água.

AnexoC:   Coeficiente de dilatação térmica linear

AnexoD:   Resistência ao congelamento e degelo

AnexoE:   Resistência à compressão uniaxial

Anexo F: Módulo de ruptura (flexão por carregamento em três pontos)

AnexoG: Flexão por carregamento em quatro pontos

AnexoH: Resistência ao impacto de corpo duro

NBR 15846

Rochas para revestimento-Projeto, execução e inspeção de revestimento de fachadas de edificações com placas fixadas por insertos metálicos

 

Anexo A: Projeto de revestimento de fachadas de edificações com placas de rocha fixadas por insertos metálicos

Anexo B: Execução e inspeção de revestimento de fachadas de edificações com placas de rocha fixadas por insertos metálicos

 

Os trabalhos da CEE-187 já concluíram a revisão da Norma de Terminologia e da Norma de Requisitos.

No momento está sendo encaminhada para consulta nacional a norma de métodos de ensaios e está sendo iniciada no âmbito da CEE-187 a avaliação na norma NBR 15846 que examina as fachadas aeradas com ancoragem metálica.

Outras normas que ainda não fazem parte do arcabouço de normalização no Brasil, tais como as normas de deslizamento, choque térmico etc, começarão a serem analisadas , além de começarem as avaliações sobre o que o setor necessita certificar.

6.    CONCLUSÃO

Um aspecto que deve ser parte do aprendizado do setor e merece uma aguçada reflexão, é porque lavrarmos um granito que não preenche os requisitos mínimos de normas?

           O setor de rochas ornamentais no Brasil, avançou bastante e dominamos totalmente o ciclo extrativo, portanto vamos valorizar as equipes de pesquisa mineral para que as descobertas não levem em conta apenas os aspectos estéticos-decorativos e seja reconhecida a importância de granitos que possuam uma caracterização tecnológica adequada, como pressuposto para termos uma valorização dos nossos produtos.

No caso do GRANITO, estes requisitos constam da NBR 15844:2010, e portanto se queremos valorizar o nosso produto é importante ficarmos atentos as referencias normativas.

 

 

 

 

 

 

 

 

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