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BALANÇO DAS EXPORTAÇÕES DO 1º BIMESTRE DE 2014

Publicado em 07/04/2014

Exportações

As exportações brasileiras de rochas ornamentais somaram USD 172,27 milhões e 365.304,06 t no 1º bimestre de 2014, com variação positiva de respectivamente 16,84% e 10, 15% frente ao mesmo período de 2013. As vendas efetuadas especificamente no mês de fevereiro totalizaram USD 107,1 milhões e 232,0 mil t, o que representou incremento de respectivamente 64,3% e 74,0% frente a janeiro de 2014 e de 49,8% e 74,13% frente a fevereiro de 2013.

A participação de rochas processadas recuou de 78,70% em janeiro para 77,76% no bimestre, em termos de faturamento, e de 50,57% para 46,88% no total do volume físico das exportações, pela recuperação das vendas de blocos no mês de fevereiro. O maior incremento de vendas foi, no entanto, registrado para rochas processadas, com 23,23% no faturamento e 19,03% no volume físico comercializado.

O saldo da balança comercial do setor, considerando as exportações importações de materiais rochosos naturais, evoluiu de USD 57,7 milhões em janeiro para USD 159,3 milhões no 1º bimestre. A participação do faturamento das exportações de rochas no total das exportações brasileiras evoluiu, por sua vez, de 0,41% para 0,54%.

Registrou-se variação positiva do preço médio dos principais produtos correspondentes a rochas processadas, destacando-se os incrementos de 0,79% para chapas da posição 6802.93.90, de 6,20% para ardósias da posição 6803.00.00 e de 4,21% para quartzitos foliados da posição 6801.00.00. A variação positiva mais notável continuou sendo observada para as chapas de mármore em geral e, especialmente, para aquelas enquadradas na posição 6802.91.00, que tiveram incremento de 334,47% em USD e 257,59% em peso. Além disso, essas chapas evidenciaram aumento de 21,50% em seu preço médio, já compondo 2,03% do total do faturamento das exportações brasileiras de rochas ornamentais.

O grupo de rochas processadas teve assim variação positiva de 3,53% do preço médio dos produtos exportados no 1º bimestre de 2014, registrando-se variação negativa desse preço médio para o grupo das rochas silicáticas brutas (-4,37%) e das rochas carbonáticas brutas (-29,07%).

Em que pese o aumento do preço médio de seus produtos, segue muito preocupante a queda das exportações de ardósia e de quartzito foliado, relativas ao Estado de Minas Gerais. Já no 1º bimestre de 2014, o volume físico dos quartzitos recuou 12,04% e das ardósias 10,10%.

Importações

As importações de materiais rochosos de ornamentação e revestimento, tanto naturais quanto artificiais, também evidenciaram forte evolução no 1º bimestre de 2014. As importações de materiais naturais somaram USD 12,94 milhões e 18.148,37 t, com variação positiva de respectivamente 19,10% e 8,53% frente ao mesmo período de 2013. As importações de materiais artificiais somaram USD 10,90 milhões e 12.177,40 t, com incremento de respectivamente 35,99% e 44,45%.

O preço médio dos materiais artificiais (USD 895,0/t) segue superior ao dos materiais naturais importados (USD 712,8/t) e, inclusive, ao dos naturais processados (USD 763,0/t). O preço médio dos materiais artificiais recuou 5,86%, enquanto o dos materiais naturais elevou-se 9,74% frente ao 1º bimestre de 2013.

Comnetários

O crescimento econômico da China está perdendo seu vigor. Alguns indicadores ligados à produção industrial, investimentos na habitação e vendas de varejo são considerados decepcionantes em 2014. A evolução do investimento em ativos fixos, relativo à atividade da construção civil, foi o mais fraco dos últimos 12 anos.

Inspirado nesta situação, o governo chinês divulgou um novo plano econômico, baseado no incremento da demanda doméstica e orientado para a urbanização do país. O plano prevê que 60% da população chinesa esteja vivendo em áreas urbanas até 2020, o que significa uma migração de 100 milhões de pessoas.

Segundo o gabinete do governo, a demanda doméstica será o propulsor fundamental do desenvolvimento econômico chinês, já a partir de 2014. A urbanização, também segundo nota oficial, mostra um grande potencial para expandir o consumo interno, “num ritmo sustentável e numa direção saudável”. Após o anúncio do novo plano, já esperado desde meados de 2013, as ações de empresas vistas como beneficiárias desse processo, como as imobiliárias e as fabricantes de materiais de construção, tiveram altas acentuadas na bolsa de valores chinesa.

Para acomodar o aumento de migrantes, o governo planeja investir tanto na construção civil quanto expandir a rede de infraestrutura, com destaque na malha ferroviária e nos aeroportos. O Brasil deverá ser assim beneficiado pela projetada maior demanda de rochas ornamentais e de revestimento, o que poderá até resultar em alguma dificuldade de atendimento. Os entraves relativos à concessão de direitos minerários, licenciamento ambiental, transporte rodoviário, operações portuárias e rastreamento de blocos, mais do que a própria capacidade instalada de lavra e beneficiamento, poderão amplificar tais dificuldades.

Acima de tudo, as autoridades competentes e instituições do setor devem debruçar-se sobre a eliminação das tarifas chinesas para as importações de produtos acabados e semiacabados, que têm inviabilizado as exportações de nossas chapas para a China. Se o aumento da demanda chinesa por granitos brasileiros for atendida pela ampliação da venda de blocos, o impacto no faturamento será menos significativo que os desdobramentos negativos do impacto ambiental na atividade produtiva.

Duplicar a venda de blocos para a China de um milhão para dois milhões t/ano significaria um incremento de apenas USD 180 milhões, que representam não mais de 14% do atual faturamento das exportações brasileiras de rochas ornamentais. O produto de transformação em chapas, desse um milhão t de blocos, geraria exportações até superiores a USD 500 milhões, correspondentes a 40% do total do faturamento brasileiro em 2013 (USD 1,3 bilhão).

Seria assim muito mais lógico promover e investir no aumento da capacidade instalada para exportação de chapas, visando ao incremento da demanda no mercado dos EUA, do que na ampliação de lavra de blocos para atendimento do mercado chinês.

Em conclusão, destaca-se que as exportações de rochas do 1º bimestre retomaram o vigor do ano de 2013, fazendo prever boas perspectivas de crescimento em 2014.

BALANÇO DAS EXPORTAÇÕES DO 1º BIMESTRE DE 2014

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Fonte: http://www.abirochas.com.br/noticia.php?eve_id=3103

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