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ROCHAS ORNAMENTAIS E A SUSTENTABILIDADE

Publicado em 26/05/2014

Conceitualmente, a sustentabilidade está diretamente relacionada ao desenvolvimento econômico e material, sem agredir o meio ambiente, usando os recursos naturais de forma inteligente, para que eles se mantenham no futuro. Seguindo estes parâmetros, a atividade industrial pode garantir o desenvolvimento sustentável.



 O setor das rochas ornamentais e o avanço tecnológico na área de extração evoluiu para a manutenção da integridade física da rocha, pela minimização do impacto ambiental e por oferecer melhores condições de segurança do trabalho. No presente ciclo, o paradigma tecnológico reside no emprego do diamante como o elemento abrasivo, aplicado a diversos processos do ciclo de aproveitamento econômico das rochas, tanto na extração quanto no beneficiamento.



 O somatório desses avanços tecnológicos tem contribuído para aumentar os níveis de sustentabilidade do setor, pois há uma evidente redução de rejeitos tanto na extração, quanto no beneficiamento. No caso da extração, as tecnologias disponíveis já permitem a retirada de blocos utilizando totalmente o fio diamantado, o que reduz os níveis de poeira e rejeito, pois não necessitam de furação com martelos etc.



 Quanto o beneficiamento primário, esta evolução foi proporcionada pela adoção de uma nova técnica de serragem do bloco, baseada no uso de abrasivo metálico, inicialmente de ferro fundido e posteriormente de aço, em vez de areia, e pelo desenvolvimento de ferramentas especiais para corte de rochas, como lâmina com segmentos diamantados, no caso dos mármores.



 Ainda na fase de beneficiamento, os teares multifios operam uma nova ruptura, pois alteram totalmente todo o processo de beneficiamento primário, incluindo o tratamento de resíduos, pois não utilizam granalhas, nem cal, que misturados ao pó da pedra serrada, geram enormes volumes de lama. No tocante ao beneficiamento final, mesmo considerando os efeitos decorrentes da evolução das politrizes multi-cabeças, dos abrasivos diamantados, devemos salientar que a utilização das resinas epóxi constituíram uma verdadeira revolução no desenvolvimento industrial do setor de rochas ornamentais.



 De qualquer maneira, estas tecnologias mais avançadas, que estão em forte processo evolutivo e célere implantação, ainda convivem com um grande parque industrial que não incorporou totalmente o novo modelo. Daí que, conscientes dessa problemática, os empresários capixabas têm desenvolvido atividades em aterros especializados e seguido as melhores práticas ambientais para o tratamento desses resíduos.



 Ações elogiáveis e reconhecidas pelos organismos ambientais têm sido desenvolvidas através da Aamol, criada em 2006, inicialmente em instalações do Cetemag – Centro Tecnológico do Mármore e Granito, e a partir de 2009, na localidade de Monte Líbano, em Cachoeiro de Itapemirim, como também mais recentemente pela ANPO, no município de Barra de São Francisco.



 O funcionamento da central de resíduos da Aamol “deu início à mitigação de um problema crônico no setor, além de possibilitar a atração de investidores através da criação de uma incubadora de empresas para viabilizar a utilização desses subprodutos, devidamente tratados, em outros processos produtivos. Podendo ainda ser utilizados como subprodutos na fabricação de meio-fios, blocos para construção civil e pavimentação”.



 No caso da ANPO – Associação Noroeste de Produtores de Pedras Ornamentais, em Barra de São Francisco, o projeto de divide em três etapas distintas: uma primeira célula, com capacidade de acomodar cerca de 110.000 metros cúbicos de resíduos; uma segunda célula, com capacidade de acomodar cerca de 280.000 metros cúbicos de resíduos; e a terceira fase, a fábrica de artefatos, a CTR – Centro de Tratamento de resíduos, que era um dos gargalos do setor na região. Atualmente este projeto já é considerado um modelo para o IEMA – ES no tocante ao atendimento da legislação ambiental em vigor.



 O setor de rochas ornamentais apresenta um importante conteúdo de sustentabilidade. Chiodi Filho & Chiodi D. (2009,a), enfatizam que “pelo consumo de água, energia e emissão de CO2 incidentes no processo produtivo de materiais concorrentes ou substitutos das rochas ornamentais, tais como aço, inox, alumínio, cerâmica, concreto, vidro, madeira, laminados e carpetes, e pela disponibilidade de suas matérias-primas, considera-se os materiais rochosos naturais os mais ambientalmente sustentáveis para uso na construção civil.



 Pelas referências disponíveis sobre análise do ciclo de vida(ACV) para os materiais  de revestimento, as rochas são de fato menos impactantes, mais duráveis e recicláveis do que os seus concorrentes diretos.”


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Fonte: Manual de Caracterização,Aplicação,Uso e Manutenção das principais Rochas Comerciais do ES.

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